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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Estudo revela aumento no bullying via mensagens de celular


Um estudo realizado nos Estados Unidos com estudantes dos ensinos fundamental e médio revelou que o bullying por meio de mensagens de texto no celular tem aumentado nos últimos anos, ao passo que o ciberbullying (comentários ofensivos via computador) tem permanecido igual.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Unopar promove cursos de conscientização sobre bullying


A Universidade do Norte do Paraná (Unopar) está promovendo no mês de julho dois cursos voltados para a conscientização dos professores sobre o bullying. Os cursos fazem parte do ciclo de Cursos de Férias da instituição, os quais abrangem uma série de áreas e assuntos diferentes.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Notícias do dia 15/06: Inscrições para SiSU estão abertas, Senado aprova projeto de combate ao bullying

Inscrições no Sisu começam nesta quarta-feira
O Sisu (Sistema de Seleção Unificada), gerenciado pelo Ministério da Educação, abriu nesta quarta-feira as inscrições para vagas em universidades federais com base na nota do Enem 2010.

Comissão do Senado aprova projeto de combate ao bullying nas escolas
A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça (14) projeto de lei que prevê a inclusão do combate ao bullying na Lei de Diretrizes de Bases da Educação (LDB). Na prática, a nova norma vai obrigar estabelecimentos de ensino, públicos ou privados, a adotarem estratégias de prevenção e combate a práticas de intimidação e agressão entre estudantes.

PUC-Minas terá que indenizar aluna após insulto de professor
A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), de Belo Horizonte, terá que indenizar uma aluna por danos morais. A auxiliar de vendas E.F.M., aluna do 8.º período do curso noturno de Administração de Empresas, foi insultada por um professor da escola. Ela receberá R$ 5.450,00. A decisão foi divulgada nesta terça-feira, 14.

Termina greve de professores de Etecs e Fatecs em SP
Em assembleia nesta segunda-feira, os professores e funcionários das Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) e Fatecs (Faculdades de Tecnologia de São Paulo) decidiram suspender a greve que durou um mês -- começou no dia 13 de maio e terminou com a assembleia de ante-ontem (13).

Servidores dos institutos federais de ensino iniciam paralisação de 48h
Os professores e técnicos administrativos dos institutos federais de educação iniciaram nesta quarta-feira (15) uma paralisação de 48 horas para reivindicar melhorias nas condições dos trabalhadores e um novo plano de carreira. O plano que estava em vigor, negociado durante o governo do presidente Lula, expirou no final de 2010.

Unesp ganha mais alunos vindos da escola pública em 2011
A Unesp registrou um aumento na proporção de alunos oriundos de escolas públicas no último ano. Em 2011, ao todo 2.625 candidatos - 40% do total de matrículas realizadas até maio - vieram da rede pública. Houve aumento em comparação com o índice obtido no ano passado, quando 2.320 dos registrados, 36,1% do total, vinham da rede.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Entrevistas geram mais discussão sobre caso de bullying dos garotos australianos





Duas emissoras de TV australianas fizeram entrevistas com os dois garotos envolvidos no caso de bullying mais comentado da internet nas últimas semanas, que também foi tema do nosso post anterior. Em reportagem para o programa “A Current Affair”, do Channel Nine, Casey Heynes, o garoto que se defende das agressões de um colega e ficou conhecido como o personagem Zangief do jogo de videogame Street Fighter, dá um relato emocionante sobre seus problemas com bullying na escola e como sua irmã o ajudava a superar as constantes agressões. No fim da entrevista, perguntado sobre o que diria para as outras crianças em situação semelhante, ele declara que “A escola não dura para sempre”, em uma demonstração de como pode ser difícil a vida de um garoto nessa condição. Essa frase também será o início do artigo do colunista Gabriel Chalita da edição que estamos preparando para maio da revista Profissão Mestre.

O garoto Richard Gale, que agrediu Casey Heynes, foi entrevistado pelo programa “Today Tonight”, da emissora Seven Network, e apresenta uma versão diferente da história. Ele afirma no vídeo que Heynes o provocou primeiro e que ele também é uma vítima frequente de bullying. Quando o repórter pergunta se Richard está arrependido do que fez, ele institivamente responde que “não”, porém visivelmente repreendido pelo pai volta atrás e diz que “sim”. Assista as duas entrevistas, que estão com legendas em português, e divida conosco a sua opinião sobre esse caso.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Vídeo de bullying e o papel do professor



O vídeo acima, que mostra o estudante Casey Heines sendo vítima de bullying em uma escola da Austrália, virou hit na internet. Casey é agredido por um colega de menor estatura e inicialmente não reage, porém, após as contínuas investidas, ele acaba jogando o outro garoto no chão de uma forma que acabou sendo associada ao personagem Zangief, do jogo de videogame Street Fighter.

O episódio serviu para destacar ainda mais o problema do bullying na mídia. Aproveitando a discussão, publicamos abaixo o artigo da professora e pedagoga Sueli Dib, que traz um relato emocionante sobre a experiência vivida na própria pele durante a idade escolar e também aborda o papel do professor no sentido de identificar as vítimas e os agressores para poder combater o bullying.

"Bullying – eu sobrevivi"

- Apelidos cruéis? Agressões verbais? Ataques físicos e/ou psicológicos que impliquem em tocar na sensibilidade do outro? É... eu acho que este último define melhor, mas com uma mescla dos outros questionamentos.

O que me parece que em todas as sociedades, a crueldade adolescente é marca registrada e estimulada. Tal estímulo parte da roda de amigos, da família, e hoje em dia dos meios de comunicação; tais como: programas televisivos de humor (sarcástico), internet, etc.

Na idade de 5 a 9 anos eu era chamada de “rolha de poço”, engraçado? Gordinha, baixinha e de cabelo pixaim. Sentia-me a mais feia, das feias, e se houvesse um reino das feias acho que eu seria a rainha, e claro, eu não habitava a roda das meninas “bonitas” porque rolha de poço de cabelo pixaim não tinha vez. Só conseguia me destacar por ser “estudiosa” como a professora gostava de falar... era meu “prêmio” de consolação.

Comecei a crescer, e emagrecer, emagrecer, daí me tornei “Olívia Palito” (aquela personagem do Popeye), mas eu emagrecia e meu nariz crescia, e era só o que aparecia no meu rosto – um narigão.

O que você acha que aconteceu? Ganhei outros apelidos e estes sim, na minha fase adolescente marcaram muito mais: nariz de bruxa...esse doía na minha alma e dava uma tristeza enorme, porque eu não era uma bruxa, mas acabava por me sentir como tal, de tanto que chamavam, ou senão, outro mais comum era: “o nariz chegou primeiro”. Meu isolamento já era uma característica, porque só os mais “parecidos” com você chegam perto, algo como se fosse uma doença contagiosa.

Nas aulas de educação física, penso que nunca participei, porque era posto aos próprios alunos que escolhessem os seus times, assim a garotada formava as equipes e eu nunca entrava em nenhuma, o professor determinava então que os que “sobravam” ficassem na reserva. Com o tempo, para evitar o constrangimento de ser preterida na escolha, chegava à aula de educação física com um atestado qualquer, assim podia ir embora.

Conformei-me com a situação, e por muito, muito tempo a baixa autoestima foi minha companheira. Fiquei na reserva toda a minha vida escolar e nenhum professor atentou para isso. Bullying é tudo isso, os apelidos pejorativos e humilhantes que “pegam” rápido porque são rejeitados, e quanto mais rejeitados os outros insistem em chamar por aquele nome.

É no ambiente escolar onde mais se dissemina a prática dos “apelidos”. As coisas mudam sim para melhor, porque diferentemente da minha época adolescente nos idos 70, hoje os professores têm consciência de seu papel e são bombardeados pela tecnologia que facilita a aquisição do conhecimento.

O profissional da educação – o educador/professor não é só mestre, sua postura deve ser perceptiva com relação àqueles alunos “excluídos” por estarem acima do peso, ou qualquer outra característica física que em nada atrapalha o desenvolvimento cognitivo. Assim, o papel do professor também passa por identificar os atores do bullying – seus agressores e suas vítimas.

Todos os professores deveriam ter no planejamento anual um trabalho que envolva ações de melhoria no ambiente escolar, o que evitaria a “vitimização” ou “maltrato entre pares”, uma vez que o bullying se trata de um fenômeno de grupo em que a agressão acontece entre iguais – no caso, estudantes.

Um trabalho dirigido com foco na atenção cura, a rejeição fere, que todos estejamos mais atentos ao que se passa a nossa volta, na escola, em casa, no trabalho – não custa nada.

Sobre a autora:

Sueli Dib
Especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação pela PUC-SP, Recursos Digitais e Cultura de uso na Educação pela USP e em Educação Básica pela Secretaria Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Formada em Pedagogia com Licenciatura Plena e formação para Docência das Séries Iniciais do Ensino Fundamental, Administração Escolar, Supervisão Escolar e Orientação Educacional.
www.pedagogos.pro.br
E-mail: suelidib@gmail.com